Instituição

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“(…)tudo se passa em pleno séc. XIX (…) e o que hoje nos interessa é colher a lição de Amor que 203 anos de História nos dão e nos incitam a continuar.”

Eng. Francisco Nápoles Ferraz de Almeida e Sousa

 

 

A Fundação, IPSS, Lar de Nossa Senhora do Livramento, surge no ano de 1810, ano em que se terão começado a sentir algumas das consequências da passagem dos exércitos napoleónicos pelo Porto.

 

Nesta altura, nasceram no Porto uma série de crianças muito loiras que atraíram sobre si e sobre as suas mães a fúria da população.

António de Jesus Lourenço, foi o homem responsável por rapidamente as retirar para fora das muralhas e arranjou-lhes esconderijo. A este esconderijo chamou-lhe Casa Refúgio e colocou desde logo esta sob invocação de Nossa Senhora do Resgate e Livramento.

A Casa Refúgio em 1810 começou por acolher 7 mães e os seus filhos. Em 1818 já acolhia 58 mulheres. Anos depois e após nova ocupação estrangeira novas misérias surgiram, desta vez mais acentuadas pelo vaguear de muitas raparigas sem destino pela cidade Porto.

Marechal Saldanha, tomando conhecimento deste facto manda para o Porto como governador civil um homem da sua confiança – o Conde da Ponte – que arranjou uma outra casa que as acolhesse designando-a Asylo das Raparigas Abandonadas (1853).

 

 

Tomando conhecimento da existência da Casa Refúgio de Nossa Senhora do Livramento, o Conde da Ponte decide juntar as duas obras e o nome que este escolheu para a segunda é o que infelizmente fica: Asylo das Raparigas Abandonadas. É em grande parte à custa de dinheiros do Brasil que a obra continua a crescer tendo sido o próprio Conde Ferreira um dos seus protetores.  

Em 1873 coloca-se a primeira pedra na construção do edifício mais funcional construído de raiz para a obra no prédio que ainda hoje pertence à instituição na Rua de Santo Ildefonso.

 

                            

Rua de Santo Ildefonso (1880 aprox.)

 

      

 

Em 1903 as pessoas que dirigiam a obra e que tinham forte influência política, decidiram ser importante a construção de um edifício maior e mais definitivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A luta pelo terreno foi vencida a favor da obra graças à influência política de quem a dirigia e é então lançada a primeira pedra em 1908.

Veio a ser visitada pelo Rei D. Manuel II poucos meses depois havendo registo dessa visita no Livro de Honra do Lar. A construção desta nova casa representava um enorme investimento e grande esforço que agravou muito com a queda da monarquia em 1910 e implantação da república em Portugal.

À instauração da República segue-se a guerra e estas instalações onde nos encontramos, que estavam inacabadas, são requisitadas para fins militares e hospitalares.

 

 

 

 

Passada esta época conturbada foi pelo forte interesse na obra e grande esforço de muita gente na cidade do Porto que em 1921 puderam ocupar a sua nova casa 60 raparigas – a mesma casa em que hoje nos encontramos. Número que chegou a aumentar até ser 135 raparigas.

 

 

 

 

 

 

 

Nesta altura era uma instituição muito fechada que acolhia raparigas e continuava a ser em muitos aspetos uma instituição como era no século XIX. Era dirigida por “Regentes”, mulheres muito dedicadas mas que com a idade e com a vida que levavam dificilmente acompanhavam a evolução dos tempos e portanto as regras e métodos porque se regiam eram as mesmas que sempre tinham sido. As jovens estudavam até à quarta classe e depois aprendiam ofícios (rendas, costuras, trabalhos domésticos). Tudo na vida destas jovens se passava dentro dos pesados portões daquela casa e apenas saiam para o exterior aos 18 anos de idade.

 

A casa era composta por 5 grandes salões e a ordem não era muita. Havia dois grandes dormitórios. Não havia qualquer privacidade, nem pessoal, nem de locais, nem de roupas, nem de objetos pessoas.

   

   

Com a entrada do Eng. Almeida e Sousa na década de 70 seguiram-se grandes mudanças que começaram logo pela mudança do nome marcante que o Conde da Ponte havia escolhido indo-se buscar o nome inicial, aquele que é ainda hoje o nome atual: Lar de Nossa Senhora do Livramento

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais tarde foi permitido às raparigas que conseguissem e quisessem, a possibilidade de seguir para o ensino superior – o que ainda hoje acontece.

 

 

Às mudanças seguem-se momentos de grande instabilidade. Foram tempos difíceis e entre muitas outras diligências sem sucesso, o Eng Almeida e Sousa procuro um dia a Irmã Margarida Maria Gonçalves, do Instituto do Sagrado Coração de Maria, que imediatamente se prestou a ajudar apresentando a Irmã Maria Rosa Canito que viria a ser diretora do Lar. Desde então e até Agosto de 2014 as Irmãs do Sagrado Coração de Maria em muito contribuíram para esta Obra, através da sua ação educativa, pedagógica e humana.

MISSÃO:

A Missão do Lar de Nossa Senhora do Livramento é diminuir a condição de vulnerabilidade e fragilidade psicológica, social e afetiva que caracteriza, na maior parte dos casos, as nossas crianças e jovens. Assegurar uma formação integral e um desenvolvimento harmonioso, procurando a sua reintegração familiar ou a autonomia plena.

 

VISÃO:

O Lar de Nossa Senhora do Livramento procura, através da sua intervenção social, contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada, na proteção e promoção das crianças e jovens em risco.

 

VALORES:

O Lar de Nossa Senhora do Livramento é uma instituição de inspiração Cristã, assente em valores como a honestidade, responsabilidade e compromisso.

Conselho de Benfeitores

Presidente: Eng.º Francisco de Nápoles Ferraz de Almeida e Sousa

Secretário: Dr. João Manuel Vieira Fonseca

Vogal: Dra. Maria Isabel Silva

Vogal: Dra. Margarida Maria Guerra Matos

 

 

Conselho Executivo

Presidente: Dr. Jorge Morais Cordeiro Dias

Secretária: Dra. Maria da Paz Cabral Pacheco de Miranda Agrellos

Tesoureiro: Dr. António Mourão Neves

Vogal: Eng.º José Loureiro Campos

Vogal: Dr. Francisco de Almeida de Sousa Guedes

 

 

Conselho Fiscal

Presidente: Dr. Paulo Jorge de Sousa da Fonseca Ferreira

Vogal: Dra. Maria Isabel Aroso Furtado

Vogal: Dra. Maria do Carmo Sollari Allegro

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